Bem vindo ao Bulldog Campeiro, um molosso genuinamente brasileiro.

Pretendemos trazer aqui o que há de melhor nos canis brasileiros.

 

HISTÓRICO DA RAÇA:

buldogue campeiro (também bulldog campeiro) é uma raça de cão que nasceu a partir do antigo buldogue inglês (raça já extinta), que sendo selecionado na lida com o gado por peões nas regiões sul e centro-oste do Brasil, se tornou um cão de trabalho adaptado às condições regionais.

O antigo buldogue inglês foi bastante comum, encontrado em boa parte dEuropa Ocidental durante a segunda metade do século XIX, ao ponto de em estados como o Vaticano existir legislação própria para regulamentar o trânsito desse tipo de animal em vias públicas.

Esta raça já foi extremamente comum no Estado do Mato Grosso do Sul e no sul do Brasil até o fim da década de 60, onde desempenhava largamente o papel de cão boiadeiro em fazendas e em matadouros, capturando e dominando o gado ou suíno que havia se desgarrado do grupo ou os mais ariscos. Na década de 70 esteve em via de extinção devido à introdução de novas leis e medidas sanitárias (e sua aplicação mais efetiva), mas voltou a ter expressividade após um duro trabalho de resgate liderado pelo cinófilo Ralf Schein Bender. 

 

No final da década de 70, este cão estava em via de extinção, então o cinófilRalf Schein Bender começou um trabalho de resgate destes cães, que veio a ser concretizado em 2001 quando a CBKC passou a reconhecer a raça buldogue campeiro.

 EXEMPLAR MAGNÍFICO: "TAMBO"

  APARÊNCIA:

Cão de compleição média, muito robusto e ligeiramente pesado para sua altura (atarracado). Focinho curto (devendo ter 1 / 3 do comprimento do crânio), orelhas pequenas, pendentes, inseridas altas na cabeça e voltadas para trás. Cauda curta e torta. Pelo liso, curto, e todas as cores são aceitas - Há cães inteiramente brancos, mas isto o desfavorece quando utilizado para o trabalho. Peso: entre 35 a 45kg, aproximadamente. Altura: entre 48 a 58cm na cernelha.

 TEMPERAMENTO:

Destaca-se pela fidelidade ao dono, facilidade de adaptação e principalmente pela afetuosidade com crianças.Sua rusticidade e coragem o tornam ótimo guardião. Pelo seu amor às pessoas de sua convivência, pode ser um pouco ciumento. Desconfiado com estranhos, tranquilo, não é conhecido por latir sem necessidade. Necessita de algum exercício diário, se não utilizado diretamente na lida com gado ou outro tipo de trabalho, aliás a lida rural é uma função em que tem excelente destaque.

SAÚDE:

O buldogue campeiro é uma raça rústica, e, apesar de muitos exemplares apresentarem displasia coxofemural severa, poucos são os que apresentam algum tipo de incômodo por serem portadores desta condição. Até a pouquíssimo tempo atrás a displasia não era sequer conhecida por muitos criadores e proprietários, que só vieram a começar o controle desta doença genética após a incrível constatação de que esta doença não era rara ou incomum. Exceto por isto, que no buldogue campeiro nem mesmo chega a ser um problema, não há outras doenças específicas do buldogue campeiro que o acometam em larga escala. Recomenda-se a prevenção de parasitas externos e internos através da vermifugação e de doenças infecto-contagiosasatravés da vacinação. 

PADRÃO DA RAÇA: 

 

CABEÇA:  volumosa com boas bochechas; larga com fortes maxilares e com pele solta sem excesso de rugas. A medida da circunferência da cabeça fica, no mínimo, na mesma proporção da altura e do comprimento para as fêmeas e obrigatoriamente maior nos machos.

REGIÃO  CRANIANA

Crânio: bastante largo, alto e levemente arredondado, com forte musculatura. Visto de frente, forma uma linha reta entre as orelhas, quando em atenção.

Stop: bem definido.

REGIÃO  FACIAL

Focinho: curto, com no máximo  1/3  e no mínimo 1/5 do comprimento do crânio. Largo embaixo dos olhos; grosso com as linhas laterais paralelas até a ponta da trufa; o mais quadrado possível quando visto de cima.

Trufa: bem formada, de bom tamanho e bem pigmentada.

Orelhas: pequenas, pendentes, triangulares; também são aceitas as viradas para trás (em rosa), de inserção alta, o mais separadas possível entre si. Quando dobradas levemente no sentido dos olhos, o comprimento não pode ultrapassar o canto interno do globo ocular.

Olhos: ovalados, de tamanho médio, não podendo ser profundos, nem saltados. Preferencialmente com as  pálpebras bem pigmentadas. A coloração dos olhos, o mais escuro possível, indo do castanho ao marrom escuro, nos exemplares com a trufa escura. Nos exemplares de trufa ruiva, são aceitas as tonalidades mais claras, castanho  claro (cor de mel). Deve-se evitar olhos caídos com aspecto de “chorão”.

Lábios: grossos e pendentes sem demasia, não devendo ultrapassar a linha inferior do maxilar em mais de 50% da altura do focinho em toda a sua extensão. A rima labial deve ser o mais pigmentada possível.

Mordedura: prognatismo inferior, sendo que este não deve exceder 3 cm.

Maxilares: largos, maciços e quadrados. O inferior deve avançar além do superior e elevar-se no extremo da mandíbula.

Dentes: fortes com os caninos bem desenvolvidos para agarrar e bem distanciados entre si. Dá-se preferência aos incisivos bem alinhados aos caninos. Dentes inferiores aparentes são aceitáveis. A dentição deve ser a mais completa possível. Tolera-se caninos aparentes, dentes a mais e falta dos P1.

Mordedura: prognatismo inferior, sendo que este não deve exceder 3 cm.

PESCOÇO: forte, de comprimento moderado, muito musculoso e de circunferência aproximada a do crânio, com pele frouxa que forma barbela a qual não deve ser excessiva.

 TRONCO

Dorso: moderadamente curto, reto, com linha ascendente levemente inclinada até a garupa.

Peito: de amplitude notável, quase redondo, sendo que a profundidade deve alcançar a altura dos cotovelos.

Costelas:  bem arqueadas. Ventre: ligeiramente esgalgado. Garupa: levemente arredondada.

CAUDA: inserida  baixa,  grossa  na  raiz, de comprimento  moderado  e de linha inconstante;  quebrada naturalmente. Dá-se preferência  a cauda que não exceda em comprimento,  em dois terços, a distância  da inserção  da cauda  à ponta  do jarrete.

MEMBROS

ANTERIORES: vigorosos e musculosos, com ossos fortes.

Ombros: largos, musculosos e oblíquos. Em relação à horizontal deve ter 45°

enquanto que a angulação escápulo-umeral deve ter menos de 90°.

Cotovelos: ligeiramente afastados das costelas, são corretamente direcionados para a frente, em uma linha vertical medida dos cotovelos até o solo, proporcionalmente a altura.

Antebraços: bem desenvolvidos e com ossos fortes e retos.

Metacarpos: moderadamente angulados.

Patas: são ligeiramente voltadas para fora com dedos levemente separados e um pouco arqueado.

 

POSTERIORES: vigorosos, musculosos, com ossos fortes. Coxas: bem desenvolvidas, que indicam vigor e atividade. Jarretes: levemente angulados, paralelos.

Patas:  são ligeiramente voltadas para fora com dedos levemente separados e arqueados; com almofadas plantares grossas e elásticas.

MOVIMENTAÇÃO: com caminhar balanceado, mantém a cabeça na linha do dorso e a cauda baixa. Seu movimento é típico; o balanço do corpo deve ser perceptível na garupa e nas costelas, enquanto caminha, mantém a traseira nivelada mas não firme. Seu galope é rápido, com grande propulsão.

PELAGEM

Pelo: curto, liso, de textura média, não sendo nem macio e nem áspero ao toque.

COR:  todas as cores são aceitas.

TAMANHO

Ideal : machos:  53 cm, fêmeas:  51 cm

PESO

machos: de 35 kg a 45 kg aproximadamente,  fêmeas: de 30 kg  a 40 kg  aproximadamente.

A tolerância na altura é de 48cm  a  58cm. Devem ser respeitadas as proporções de peso e altura que confiram aspecto vigoroso ao exemplar.

FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.

FALTAS  LEVES

•      caninos aparentes;

•      dentes a mais;

•      falta dos P1;

•      orelhas de inserção muito alta;

•      orelhas muito curtas, estreitas, muito largas ou compridas;

•      pelagem atípica;

•      pescoço muito curto;

•      angulação dos anteriores e posteriores excessiva;

•      ponta da cauda ultrapassando a altura do jarrete;

•      pescoço sem barbelas ou com barbelas em demasia;

•      olhos azuis.

FALTAS GRAVES

•      olhos redondos ou muito grandes; olhos saltados ou de duas cores;

•      prognatismo superior a 3 cm;

•      dorso selado, carpeado ou descendente;

•      peito fraco, estreito, pouco profundo;

•      angulação dos anteriores e posteriores insuficiente;

•      jarretes de vaca;

FALTAS DESCLASSIFICANTES

•      ausência de prognatismo inferior;

•      torção de mandíbula;

•      ausência de caninos; incisivos a menos ou ausência de mais de 2 molares;

•      trufa com mais de 1/4 despigmentada;

•      ausência de angulação nos anteriores e nos posteriores;

•      anteriores muito compridos ou muito curtos,  em “X” ou arqueados;

•      movimentação muito pesada, difícil, com passos curtos ou passo de camelo contínuo;

•      agressividade ou timidez excessiva.

NOTA:

•   os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.

•   todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

 

 

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